Papos na rede sobre e-gov

Ontem participei do papos na rede. Foi mais de uma hora de conversa boa sobre e-gov, com pessoas interessadas, questionadoras e estimulantes.

Para quem quiser ouvir, é só clicar aqui.

Obrigada a Márcia Ceschini pelo convite e Bruno Scartozzoni pela indicação.

Bila Amorim.

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Governo como plataforma

Este vídeo mostra alguns exemplos de cidadãos colaborando com governos.

Eu concordo que os governos não conseguem resolver tudo, se eles apenas oferecerem a estrutura necessária para a colaboração dos cidadãos, as soluções vem. Está em inglês, sem legenda.

A dica é da Mariana Oliveira.

ISSO é e-gov

Chicago, assim como NYC, resolveu escolher um especialista para ocupar o cargo de CTO da cidade. John Tolva, ex-diretor da IBM para “tecnologia e cidadania”, já começou a mostrar a que veio.

Primeiro declarou que pretende transformar Chicago em uma plataforma digital e focar em transparência, apesar de não ter apresentado um plano como NYC ou British Columbia, no Canadá (pelo menos ainda).

E, esta semana, lançou um site para informar a situação da neve nas ruas e estradas. O serviço, integrado ao 311, apresenta a informação num mapa em real-time, como não poderia deixar de ser – e faz alertas em SMS.

O que ele tem de diferente de outros é  uma funcionalidade social chamada “adote uma calçada”. Ao adotar uma calçada, o cidadão se torna responsável por mantê-la limpa (estamos falando de neve) e também pode compartilhar pás e equipamentos com seus vizinhos. Outra funcionalidade inovadora permite que as pessoas se cadastrem no “Snow Corps”, voluntários que removem neve para pessoas idosas e desabilitadas. Muito legal, né?

Mas o melhor é que Chicago disponibilizou o código do site para que outras comunidades possam implementar também.

ISSO é governo 2.0.

We, the people

No final de outubro, a Casa Branca começou a responder às demandas da população que chegam na forma de petições online, pelo site We the people. O site foi criado pela própria Casa Branca, como uma das iniciativas de e-gov do governo americano.

A primeira petição respondida requeria o perdão da dívida de estudantes. O governo não concedeu o perdão, mas ofereceu um novo plano de pagamento (renegociação).  A resposta foi publicada no site e também enviada por email para os 32mil cidadãos que assinaram a petição.

Depois foi a vez da resposta sobre a legalização da maconha. O governo americano alegou motivos de saúde pública para não legalizar a droga.

Evidentemente, pode-se discutir se as petições estão sendo atendidas ou não, mas a iniciativa, por si só, é valorosa porque o governo é obriga-se a responder oficialmente, por escrito,  as demandas da população.

Como deveria ser, não?

Se o governo não vai até a transparência, a transparência vai até os governos

 

O Google lançou hoje uma nova ferramenta. O Google transparency Report. A ferramenta mostra números de pedido de retirada de informação de um dos produtos do Google e pedidos de informações sobre usuários, sempre por governos.

O Brasil lidera o ranking de pedido de retirada de informação. #shameonus

A ferramenta é um tapa nos governos menos transparentes, que podem começar a perceber que nem tudo está sob seu controle.

 

 

 

Há uma pedra collorida no meio do caminho

Estamos em um dos momentos mais importantes do país no que se refere ao nosso futuro como sociedade organizada e à qualidade da nossa democracia. A lei de acesso à informação (PLC 41/10), que tramita no Senado,estabelece que os cidadãos tenham acesso às informações públicas de forma clara, integral e atualizada. E mais, que estas informações possam ser manipuladas por sistemas computacionais. Se a Lei passar com o texto atual, você poderá saber qual o índice de criminalidade de um determinado bairro antes de abrir o seu negócio ali, por exemplo.

Novos empreendedores e comunidades de desenvolvedores irão criar centenas de aplicativos e websites que dêem funcionalidade a estes dados, desonerando os governos deste papel e estimulando a participação democrática do cidadão nos governos.

Porém, o Projeto de Lei, que já passou pela Câmara dos deputados com seu texto aprovado na íntegra, encontra um entrave: Fernando Collor de Melo. Atual Senador pelo Estado de Alagoas, ele e o Senador José Sarney acham que eu e você não devemos ter acesso às informações públicas.

Podemos torcer para ele mudar de ideia, como mudou ao longo dos anos sobre os “cambalachos”, ou melhor, alianças políticas com José Sarney. Veja a partir do minuto 1:19 deste vídeo (aliás, este vídeo chega chega a ser cômico: Lula e Collor renegando o atual aliado José Sarney. Atual aliado dos 2.)

Ou podemos protestar e cobrar dos nossos senadores que votem o projeto de lei na íntegra.