Se o governo não vai até a transparência, a transparência vai até os governos

 

O Google lançou hoje uma nova ferramenta. O Google transparency Report. A ferramenta mostra números de pedido de retirada de informação de um dos produtos do Google e pedidos de informações sobre usuários, sempre por governos.

O Brasil lidera o ranking de pedido de retirada de informação. #shameonus

A ferramenta é um tapa nos governos menos transparentes, que podem começar a perceber que nem tudo está sob seu controle.

 

 

 

Os senadores americanos te respondem. E os brasileiros?

Em maio, o Youtube lançou o Youtube TownHall, “uma plataforma online para membros do congresso debaterem e discutirem virtualmente as principais questões do país”.

Os usuários do Youtube mandam perguntas. Para as mais votadas, um senador republicano e um democrata respondem em vídeo. E você vota no final, conforme seu posicionamento. Este mês as questões mais debatidas orçamento, transparência e Afeganistão.

E eu sempre me pergunto: Por que os governos no Brasil (federal, estaduais e municipais) não pensam em parceria com empresas de tecnologia como o Google para alavancar sua transparência e participação da sociedade? Em outros posts, falei por exemplo, que o Quênia fez parceria com o Google para construir seu portal da transparência, e que NYC anunciou parceria com Google, Facebook e Foursquare no seu plano digital , entre outras iniciativas. Mas no Brasil, não vemos isso. Por quê, #brasiu? Se alguém souber de iniciativa similar aqui, me conte!

“Criatividade, não destruição, deve ser medida de grandeza” Fela Kuti

Google Africa Blog

Parece que o Google (precisa de link?), além de mim e do ex-presidente Lula, tem um especial interesse no continente Africano. Eles acabam de lançar o Google Africa Blog, uma fonte de notícias sobre a África sub-saariana com calendário de eventos da empresa na região.

Outras ações já foram feitas no continente. Um esforço conjunto para colocar o sul do Sudão (que deve se tornar um novo país) no google maps, com colaboração de algumas instituições e pessoas que já moraram no local; g|funze, um workshop para professores ensinarem com uso da tecnologia; o lançamento de um domínio próprio da Somália; AdSense para conteúdo Mobile na Nigéria; além de eventos específicos para desenvolvedores em alguns países, 0 G-Camarões, G-Nigéria, G-Ghana, G-Quênia e G-Uganda desde 2010.

Lembrei desta frase do grande Fela Kuti (não pensem que estou afirmando que as intenções da empresa são altruístas):

“… Criatividade, não destruição, deve ser medida de grandeza. Se você não pode criar qualquer coisa que fará sua vida, ou a de um ser humano melhor, caia fora do caminho. Vá embora! Desapareça! E dê a outros uma chance.”