Índia: tablet para as escolas. #inclusãodigital

Um novo tablet, o Aakash Android, totalmente produzido na Índia, custa 60 dólares. Isso mesmo, preço de venda.  Subsidiado pelo governo, sairá a U$35. Em 2012, o governo indiano irá distribuir entre 10 e 12 milhões de unidades nas escolas. É uma ação prática e séria do governo indiano rumo à inclusão digital. O país, que abriga 40% da pobreza mundial, entendeu que a inclusão digital é um dos caminhos para mudar este cenário.

Abaixo, um vídeo que mostra as características do tablet que, pelo que li, não deixa nada a desejar.

Alô, #brasiu, vamos copiar?

Advertisements

parte 2: se o governo não vai até a transparência, a transparência vai até o governo

Mulheres no Egito estão utilizando o site HarassMap para registrar/denunciar assédio sexual e estupro. As denúncias podem ser feitas por SMS  anonimamente. Além de serem feitas no próprio site.

Outra iniciativa que podia muito bem colar aqui, é o “I paid a bribe” (eu paguei propina, em português). Um site indiano, criado pela ONG Janaagraha, para as pessoas denunciarem atos de corrupção contra civis ou empresas.

 

Se o governo não vai até a transparência, a transparência vai até os governos

 

O Google lançou hoje uma nova ferramenta. O Google transparency Report. A ferramenta mostra números de pedido de retirada de informação de um dos produtos do Google e pedidos de informações sobre usuários, sempre por governos.

O Brasil lidera o ranking de pedido de retirada de informação. #shameonus

A ferramenta é um tapa nos governos menos transparentes, que podem começar a perceber que nem tudo está sob seu controle.

 

 

 

Há uma pedra collorida no meio do caminho

Estamos em um dos momentos mais importantes do país no que se refere ao nosso futuro como sociedade organizada e à qualidade da nossa democracia. A lei de acesso à informação (PLC 41/10), que tramita no Senado,estabelece que os cidadãos tenham acesso às informações públicas de forma clara, integral e atualizada. E mais, que estas informações possam ser manipuladas por sistemas computacionais. Se a Lei passar com o texto atual, você poderá saber qual o índice de criminalidade de um determinado bairro antes de abrir o seu negócio ali, por exemplo.

Novos empreendedores e comunidades de desenvolvedores irão criar centenas de aplicativos e websites que dêem funcionalidade a estes dados, desonerando os governos deste papel e estimulando a participação democrática do cidadão nos governos.

Porém, o Projeto de Lei, que já passou pela Câmara dos deputados com seu texto aprovado na íntegra, encontra um entrave: Fernando Collor de Melo. Atual Senador pelo Estado de Alagoas, ele e o Senador José Sarney acham que eu e você não devemos ter acesso às informações públicas.

Podemos torcer para ele mudar de ideia, como mudou ao longo dos anos sobre os “cambalachos”, ou melhor, alianças políticas com José Sarney. Veja a partir do minuto 1:19 deste vídeo (aliás, este vídeo chega chega a ser cômico: Lula e Collor renegando o atual aliado José Sarney. Atual aliado dos 2.)

Ou podemos protestar e cobrar dos nossos senadores que votem o projeto de lei na íntegra.

#brasiu, mostra a sua cara

No dia 20/07, fiz este post aqui, questionando a legitimidade do Brasil para ocupar a principal cadeira  da Open Government Partnership (site em inglês), junto aos Steits. Para quem ainda não sabe, esta parceria é uma iniciativa para ampliar a transparência e democracia no mundo. Pois bem, o Brasil está longe de ser modelo de transparência – segundo a ONU, ocupamos hoje o 61o. lugar no ranking de governos eletrônicos (relatório em pdf). Por quê fomos escolhidos? Será que temos cacife? E nossa Lei de acesso à informação? Acho que falta “comer muito feijão ainda”, como se diz na minha terra.

Hoje descobri que não sou a única a questionar. Me deparei com este post (em inglês) do Blog Observing Brazil (em inglês), do cientista político canadense Greg Michener, habitante do Rio de Janeiro. Veja também esta matéria sobre o que ele postou.

Mas volto no assunto porque hoje li também que cada país participante está com a tarefa de criar um plano para 1 ou mais entre os 5 principais desafios que os governos enfrentam: aprimorar os serviços públicos,  aumentar a integridade pública, administrar melhor recursos públicos, criar comunidades mais seguras e incrementar a governança . Os EUA estão fazendo  a tarefa de casa e pediram opinião da população sobre alguns temas para construirem seu plano. No Brasil, nem ouvimos falar desse assunto. E a próxima reunião será em setembro agora.  O Ministro Antônio Patriota nos representou na última reunião. Eu pergunto: o que levaremos para a próxima reunião da OGP? Podemos ter acesso a este conteúdo?

Aproveito para deixar um vídeo de março deste ano com vocês.

#brasiu

 

Os senadores americanos te respondem. E os brasileiros?

Em maio, o Youtube lançou o Youtube TownHall, “uma plataforma online para membros do congresso debaterem e discutirem virtualmente as principais questões do país”.

Os usuários do Youtube mandam perguntas. Para as mais votadas, um senador republicano e um democrata respondem em vídeo. E você vota no final, conforme seu posicionamento. Este mês as questões mais debatidas orçamento, transparência e Afeganistão.

E eu sempre me pergunto: Por que os governos no Brasil (federal, estaduais e municipais) não pensam em parceria com empresas de tecnologia como o Google para alavancar sua transparência e participação da sociedade? Em outros posts, falei por exemplo, que o Quênia fez parceria com o Google para construir seu portal da transparência, e que NYC anunciou parceria com Google, Facebook e Foursquare no seu plano digital , entre outras iniciativas. Mas no Brasil, não vemos isso. Por quê, #brasiu? Se alguém souber de iniciativa similar aqui, me conte!