Manual de Open Data

Quer saber mais sobre Open Data? Aqui tem um manual bastante fácil de consultar. Explica o que é, porque e como disponibilizar dados abertos.

Versão em inglês: http://opendatahandbook.org/en/

E a complementação que recebi nos comments:

Em português:  http://opendatahandbook.org/pt_BR/

“Também temos o Grupo de trabalho da W3C (http://www.w3c.br/GT/GrupoDadosAbertos), da qual faço parte onde disponibilizamos mais informações como o Manual de dados Abertos para Governo (http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/Manual_Dados_Abertos_WEB.pdf), para desenvolvedores (http://www.w3c.br/pub/Materiais/PublicacoesW3C/manual_dados_abertos_desenvolvedores_web.pdf), e esta semana realizamos a Conferência de Dados Abertos para Transparência e Controle Social – Consocial (http://conferencialivre.w3c.br/)”

Obrigada!

Papos na rede sobre e-gov

Ontem participei do papos na rede. Foi mais de uma hora de conversa boa sobre e-gov, com pessoas interessadas, questionadoras e estimulantes.

Para quem quiser ouvir, é só clicar aqui.

Obrigada a Márcia Ceschini pelo convite e Bruno Scartozzoni pela indicação.

Bila Amorim.

Portal da transparência de SP, para inglês ver (literalmente)

Hoje o governo de São Paulo lançou o seu portal da transparência. A iniciativa, infelizmente, frustra muito o usuário pois a maioria dos dados publicados, não são dados abertos. Ou seja, há relatórios em formato pdf e dados confinados em banco de dados Oracle que não podem ser exportados e manipulados pela população. Por manipulados, não entendam alterados. Manipulados significa agrupados, filtrados ou organizados de forma a facilitar a análise. Esta é uma das premissas da transparência, afinal, a dificuldade de analisar dados nestes formatos faz a ação de divulgar os dados ter efeito mínimo ou nulo. Como se não tivessem sido divulgados, pois não podem ser analisados. Este conceito é amplamente difundido em quem trabalha com transparência. Há vários documentos sobre o assunto, inclusive uma cartilha, promovida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, a W3C Brasil, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR e o Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, com parte elaborada pelo Transparência Hacker, de 2011.

Mas o que mais me chocou: o site tem páginas em inglês! Ao clicar em “Investimentos Realizados” ou “Receitas arrecadadas por órgãos do Estado” o usuário é encaminhado para a página abaixo para consulta no banco de dados. É o termo “para inglês ver” levado ao pé-da-letra?

 

Observação em 18/01: hoje, um dia após o lançamento, as páginas foram traduzidas.

Isso, claro, se você tiver um curso de Oracle para manipular a consulta. Aliás, se você consegue fazer a consulta e obter algum resultado, este também não é dado aberto.

Arquitetura sofrível. Nesta página e nas subsequentes, não existe botão de retornar, nem se retorna ao clicar na logo do portal. Ou seja, o usuário tem que ficar clicando em “Voltar” no browser, se quiser retornar à pàgina principal. Encontrei outros vários problemas de usabilidade, mas não é o caso listá-los aqui.

E então, finalmente encontrei dados que podem ser exportados. Estão “escondidos” no link “alimentação escolar” que agrupa outros tipos de despesa também. O arquivo exportado peca porque todos os campos do banco de dados vem em um só campo. Ou seja, mais trabalho para alguém que queira ultilizar os dados para análise.

Lamentável. Revoltante, até. A intenção talvez tenha sido ótima, não dá para saber, mas a execução foi péssima. Me pergunto se os responsáveis envolveram as entidades que estudam e trabalham com isso e poderiam orientar sobre a forma correta de se fazer. Me parece um produto concebido erroneamente e não finalizado que entrou no ar. O que mais me intriga é que o Governo Estadual já tem outros sites de transparência, o Governo Aberto e o Prestando Contas. Primeiro, não entendi porque mais um portal. Segundo, estes 2 citados são bem melhores que o portal lançado hoje.

Se o governo não vai até a transparência, a transparência vai até os governos

 

O Google lançou hoje uma nova ferramenta. O Google transparency Report. A ferramenta mostra números de pedido de retirada de informação de um dos produtos do Google e pedidos de informações sobre usuários, sempre por governos.

O Brasil lidera o ranking de pedido de retirada de informação. #shameonus

A ferramenta é um tapa nos governos menos transparentes, que podem começar a perceber que nem tudo está sob seu controle.

 

 

 

Mostrando as crianças invisíveis

 

Uma guerra civil, muito pouco divulgada pela mídia e bastante cruel, acontece na Uganda há mais de 20 anos. O Lord’s Resistance Army é o grupo radical que promove esta guerra, sequestrando crianças como soldados, mulheres como escravas sexuais e mutilando homens por onde passa.

Duas ONG’s (Invisible Children e Resolve) criaram uma ferramenta para expor estas atrocidades ao mundo: o LRA Crisis Tracker. O mapa utiliza antenas de rádio já existentes na região e email. Essa solução resolve um grande problema de combate a este conflito e ajuda às vítimas, pois a falta de infra-estrutura de comunicação na região sempre foi a grande responsável pela pouca divulgação.

Vale a pena conferir.