Entrevista com Rachel Sterne

Entrevista com Rachel Sterne, the Chief Digital Officer de Nova York. A cidade, que pretende ser “a cidade digital do mundo” está implementando este plano para atingir este objetivo. Aqui falo de alguns dos resultados atingidos.

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huduma – uma plataforma para mudar a cadeia de valores

 

A ONG Social Development Network (SODNET) e o Kenya Treatment Access Movement fizeram uma parceria com a Associação médica do Kenya e lançaram o Huduma, uma plataforma online para dar voz aos cidadãos sobre os serviços de saúde oferecidos no país. Outros serviços básicos também estão sob o olhar dos quenianos nesta plataforma, que pretende mudar a cadeia de valores do sistema a partir da demanda dos cidadãos.

Aliás, alguns já chamam o Quênia de “Vale do Silício da África”.

Vale ver e questionar: por quê ainda não fizemos isso no Brasil?

Crianças invisíveis 2

Este vídeo, que já é o viral que se espalhou mais rápido na história da web, mostra o caso de Jacob, uma das crianças invisíveis de Uganda. Mais importante que isso, mostra o rosto de Joseph Kony, o criminoso líder desta guerra.

Mostra também a força que cada um de nós tem e a diferença que cada um de nós pode fazer.

Aqui o link para você ajudar também.

Governo como plataforma

Este vídeo mostra alguns exemplos de cidadãos colaborando com governos.

Eu concordo que os governos não conseguem resolver tudo, se eles apenas oferecerem a estrutura necessária para a colaboração dos cidadãos, as soluções vem. Está em inglês, sem legenda.

A dica é da Mariana Oliveira.

Portal da transparência de SP, para inglês ver (literalmente)

Hoje o governo de São Paulo lançou o seu portal da transparência. A iniciativa, infelizmente, frustra muito o usuário pois a maioria dos dados publicados, não são dados abertos. Ou seja, há relatórios em formato pdf e dados confinados em banco de dados Oracle que não podem ser exportados e manipulados pela população. Por manipulados, não entendam alterados. Manipulados significa agrupados, filtrados ou organizados de forma a facilitar a análise. Esta é uma das premissas da transparência, afinal, a dificuldade de analisar dados nestes formatos faz a ação de divulgar os dados ter efeito mínimo ou nulo. Como se não tivessem sido divulgados, pois não podem ser analisados. Este conceito é amplamente difundido em quem trabalha com transparência. Há vários documentos sobre o assunto, inclusive uma cartilha, promovida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, a W3C Brasil, o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR e o Laboratório Brasileiro de Cultura Digital, com parte elaborada pelo Transparência Hacker, de 2011.

Mas o que mais me chocou: o site tem páginas em inglês! Ao clicar em “Investimentos Realizados” ou “Receitas arrecadadas por órgãos do Estado” o usuário é encaminhado para a página abaixo para consulta no banco de dados. É o termo “para inglês ver” levado ao pé-da-letra?

 

Observação em 18/01: hoje, um dia após o lançamento, as páginas foram traduzidas.

Isso, claro, se você tiver um curso de Oracle para manipular a consulta. Aliás, se você consegue fazer a consulta e obter algum resultado, este também não é dado aberto.

Arquitetura sofrível. Nesta página e nas subsequentes, não existe botão de retornar, nem se retorna ao clicar na logo do portal. Ou seja, o usuário tem que ficar clicando em “Voltar” no browser, se quiser retornar à pàgina principal. Encontrei outros vários problemas de usabilidade, mas não é o caso listá-los aqui.

E então, finalmente encontrei dados que podem ser exportados. Estão “escondidos” no link “alimentação escolar” que agrupa outros tipos de despesa também. O arquivo exportado peca porque todos os campos do banco de dados vem em um só campo. Ou seja, mais trabalho para alguém que queira ultilizar os dados para análise.

Lamentável. Revoltante, até. A intenção talvez tenha sido ótima, não dá para saber, mas a execução foi péssima. Me pergunto se os responsáveis envolveram as entidades que estudam e trabalham com isso e poderiam orientar sobre a forma correta de se fazer. Me parece um produto concebido erroneamente e não finalizado que entrou no ar. O que mais me intriga é que o Governo Estadual já tem outros sites de transparência, o Governo Aberto e o Prestando Contas. Primeiro, não entendi porque mais um portal. Segundo, estes 2 citados são bem melhores que o portal lançado hoje.

ISSO é e-gov

Chicago, assim como NYC, resolveu escolher um especialista para ocupar o cargo de CTO da cidade. John Tolva, ex-diretor da IBM para “tecnologia e cidadania”, já começou a mostrar a que veio.

Primeiro declarou que pretende transformar Chicago em uma plataforma digital e focar em transparência, apesar de não ter apresentado um plano como NYC ou British Columbia, no Canadá (pelo menos ainda).

E, esta semana, lançou um site para informar a situação da neve nas ruas e estradas. O serviço, integrado ao 311, apresenta a informação num mapa em real-time, como não poderia deixar de ser – e faz alertas em SMS.

O que ele tem de diferente de outros é  uma funcionalidade social chamada “adote uma calçada”. Ao adotar uma calçada, o cidadão se torna responsável por mantê-la limpa (estamos falando de neve) e também pode compartilhar pás e equipamentos com seus vizinhos. Outra funcionalidade inovadora permite que as pessoas se cadastrem no “Snow Corps”, voluntários que removem neve para pessoas idosas e desabilitadas. Muito legal, né?

Mas o melhor é que Chicago disponibilizou o código do site para que outras comunidades possam implementar também.

ISSO é governo 2.0.

We, the people

No final de outubro, a Casa Branca começou a responder às demandas da população que chegam na forma de petições online, pelo site We the people. O site foi criado pela própria Casa Branca, como uma das iniciativas de e-gov do governo americano.

A primeira petição respondida requeria o perdão da dívida de estudantes. O governo não concedeu o perdão, mas ofereceu um novo plano de pagamento (renegociação).  A resposta foi publicada no site e também enviada por email para os 32mil cidadãos que assinaram a petição.

Depois foi a vez da resposta sobre a legalização da maconha. O governo americano alegou motivos de saúde pública para não legalizar a droga.

Evidentemente, pode-se discutir se as petições estão sendo atendidas ou não, mas a iniciativa, por si só, é valorosa porque o governo é obriga-se a responder oficialmente, por escrito,  as demandas da população.

Como deveria ser, não?